Publicado por: peteryoureapussy | Outubro 29, 2008

Salário Minímo: Associação das PME vai pedir aos associados para não renovarem contratos a termo

in Notícias Sapo

Segundo a notícia acima linkada, a Associação das PME’s vai pedir aos seus associados, pequenas e médias empresas, que deixem de renovar os contratos a termo, caso o primeiro ministro insista em subir o ordenado mínimo para 450 euros.

Isto é nojento, para não usar alguma palavra mais forte. Eu gostava de saber se os senhores que querem tomar estas medidas ganham 400 euros por mês? Não ganham de certeza, porque caso ganhassem estavam era calados neste momento.

Não dá para perceber como é que é possível que haja tanta falta de humanitários nas empresas portuguesas. Tal como ouvi o Sr. Guy Kawasaki afirmar “quem pretende ter uma empresa em que o objectivo principal é apenas ganhar dinheiro, tem poucas probabilidades de ter um grande sucesso. Falta paixão. É mais sobre paixão e menos sobre ganhar dinheiro.”

Não admira que na grande maioria das empresas portuguesas, os trabalhadores são pouco motivados. As empresas exigem, e exigem e não são capazes do mais pequeno gesto de agradecimento pelo esforço individual ou de equipa de quem quer que seja.

Continuamos com a nossa chico-espertice tão característica de tentar chegar o mais longe possível, não por próprio mérito mas sim por espezinhar os nossos colegas colaboradores que possivelmente tenham objectivos em comum connosco. Há falta de companheirismo. Há falta de humanidade para com os colaboradores. São feitas ameaças, quando um colaborador, por qualquer razão, não possa corresponder a um pedido extraordinário por parte da empresa. Continua a haver pessoas menos qualificadas a ocupar posições superiores, apenas porque conhecem as pessoas certas.

E qual é o problema disto tudo? É que a evolução das empresas é exponencialmente muito mais deficiente do que poderia ser, pois caso tivessem em marcha os protocolos necessários para garantir a contratação dos melhores colaboradores, e o aumento da sua produtividade, as coisas seriam bastante diferentes.

Voltando ao tópico, é triste ler declarações de pessoas responsáveis pela Associação das Pequenas e Médias Empresas, onde a condição humana é completamente desprezada a troco de não se fazerem sacrifícios por um melhor estilo de vida dos colaboradores. 

Talvez custe mais uns milhares de euros ao fim do ano em salários, mas isso não significa que as receitas sejam as mesmas. Accionando mecanismos de aumento de produtividade dos colaboradores qualquer empresa verá os seus resultados melhorarem significativamente, e enquanto ignorarem exemplos como o Google, Apple, etc, que oferecem excelentes condições de trabalho aos seus colaboradores, e que têm provado esta teoria, as coisas vão continuar na mesma como a lesma. 

Viva Portugal… o país das cunhas!


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